Secretaria de Saúde orienta a população sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da esporotricose
A Secretaria Municipal de Saúde de Fazenda Rio Grande orienta a população sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado da esporotricose, uma zoonose causada por fungos do gênero Sporothrix, que pode ser transmitida entre animais e seres humanos.
Os gatos são os principais animais envolvidos na transmissão da doença. A infecção pode ocorrer por meio de arranhaduras, mordidas ou do contato direto com feridas e secreções de animais infectados. Embora mereça atenção, a esporotricose tem tratamento e cura quando identificada precocemente e acompanhada de forma adequada.
A doença vem apresentando crescimento em diversas regiões do Paraná. Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SESA), em 2025 foram registrados 5.735 casos de esporotricose em felinos e 1.230 casos em humanos. As maiores incidências concentram-se na Região Metropolitana de Curitiba, Foz do Iguaçu e Paranaguá. O enfrentamento da doença no Estado é regulamentado pela Resolução SESA nº 93/2022, que estabelece diretrizes para vigilância, diagnóstico e tratamento.
Em Fazenda Rio Grande, de janeiro a junho de 2026 foram registradas 82 notificações de esporotricose em animais e 12 casos em humanos. Os dados reforçam a importância da identificação precoce da doença e da adoção de medidas preventivas, especialmente relacionadas à guarda responsável dos animais.
Fique atento aos sinais.
Nos gatos, os principais sinais são feridas que não cicatrizam, lesões com secreção, emagrecimento, espirros e secreções nasais ou oculares. Ao perceber qualquer alteração, o tutor deve procurar atendimento veterinário.
Em humanos, a doença pode provocar feridas ou nódulos na pele que não cicatrizam, geralmente após contato com animais infectados, além de dor, inchaço e aumento dos gânglios próximos à lesão. Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar a Unidade de Atenção Primária à Saúde mais próxima para avaliação.
Atendimento e tratamento gratuito.
Os casos humanos diagnosticados recebem atendimento e tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), conforme avaliação do profissional de saúde.
Para os animais, o tratamento também é gratuito, entregue pela Vigilância em Saúde do município conforme protocolo municipal. Os cuidados, o tratamento e a manutenção do animal são de responsabilidade do tutor.
É importante destacar que o tratamento não deve ser interrompido sem orientação. O animal somente receberá alta após a emissão do documento de alta pelo médico-veterinário, mesmo que as lesões aparentem estar completamente cicatrizadas.
A prevenção começa com a guarda responsável
Como não existe vacina contra a esporotricose, a principal forma de prevenção é manter os gatos em ambiente seguro, evitando o acesso livre às ruas e o contato com animais desconhecidos.
Sempre que possível, recomenda-se instalar telas de proteção nas janelas e demais acessos da residência. Essa medida ajuda a evitar fugas, brigas entre animais, acidentes e reduz o risco de transmissão da esporotricose e de outras doenças infecciosas.
Também é importante procurar atendimento veterinário ao identificar feridas que não cicatrizam, utilizar luvas ao manipular animais com lesões suspeitas e higienizar as mãos com água e sabão ou álcool 70% após qualquer contato com o animal.
Abandonar animais é crime
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que abandonar animais doentes não é solução. Além de favorecer a disseminação da doença, o abandono configura crime ambiental e pode caracterizar maus-tratos, conforme previsto na legislação.
Fazenda Rio Grande não possui Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e, portanto, não realiza recolhimento rotineiro de animais. Os cuidados, o tratamento e a manutenção dos animais são responsabilidade dos tutores.
Nos casos em que animais com diagnóstico confirmado de esporotricose venham a óbito, a Vigilância em Saúde realiza o recolhimento para a destinação adequada, conforme os protocolos sanitários vigentes, contribuindo para a proteção da saúde pública e do meio ambiente.
Em caso de dúvidas ou para receber orientações sobre a doença, a população pode entrar em contato com a Vigilância em Saúde pelo WhatsApp (41) 3608-7658. Fora do horário de expediente, o plantão da Vigilância em Saúde atende pelo telefone (41) 99146-5476.
A prevenção da esporotricose depende da participação de todos. Com informação, guarda responsável e busca precoce por atendimento, é possível proteger a saúde dos animais, das famílias e de toda a comunidade.