Saúde alerta sobre riscos do tabaco em relação à COVID-19
O Dia Mundial sem Tabaco, comemorado em 31 de maio, trouxe como discussão às autoridades de saúde, a relação entre tabagismo e coronavírus.
Dentre os principais fatores apontados pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), um deles é que o tabaco causa diferentes tipos de inflamação e prejudica os mecanismos de defesa do organismo, tendo por isso os fumantes, maior risco de infecções por vírus, bactérias e fungos. Além disso, o consumo do tabaco é a principal causa de câncer de pulmão e importante fator de risco para doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), entre outras doenças.
“Pelo exposto, podemos dizer que o tabagismo é fator de risco para a Covid-19. Devido a um possível comprometimento da capacidade pulmonar, o fumante possui mais chances de desenvolver sintomas graves da doença.”, afirma a diretora de Vigilância em Saúde, Nelcelí Garcia, explicando os principais motivos do aumento do risco de contágio do coronavírus aos fumantes.
“O fumante, geralmente toca as mãos no cigarro, no mesmo local onde leva a boca. Caso não esteja com as mãos higienizadas, pode facilmente contrair o vírus, uma vez que o novo coronavírus pode sobreviver em superfícies por longo período de tempo. Em estudo recente, divulgado pela Fiocruz, o vírus sobreviveu por 72 horas (3 dias) no aço inoxidável e no plástico; no papelão, a sobrevida foi de 24 horas. Além dessas questões, o tabagista já tem seu sistema respiratório prejudicado pelo fumo, e, portanto, se infectado, podem ter sua saúde ainda mais ameaçada.”, afirma.
Para proteger a população contra a fumaça do tabaco, a legislação antifumo foi aperfeiçoada ao longo dos anos, a fim de se alinhar à Convenção-Quadro de Controle do Tabaco (CQCT), da Organização Mundial de Saúde (OMS), sendo o Brasil, um dos primeiros países do mundo a alcançar o mais alto nível das medidas de controle do tabaco. Isso significa ter conseguido implementar as melhores práticas no cumprimento das estratégias preconizadas pela (OMS). Vale enaltecer a Lei 12.546/2011, que, além de proibir o ato de fumar em locais fechados, públicos e privados, impediu, inclusive, a possibilidade da existência de fumódromos.
“Ao deixar de fumar, os benefícios à saúde são imediatos, pois após 12 a 24 horas sem fumar os pulmões já funcionarão melhor. Além de evitar aglomerações, lavar as mãos com água e sabão ou sabonete ou usar álcool em gel para higienizá-las, não compartilhar objetos pessoais e manter ambientes bem ventilados para prevenir o contágio pelo coronavírus, deixar o cigarro pode reduzir o risco de desenvolver a forma mais severa da Covid-19”, finalizou.