Família Acolhedora está com pré-cadastros abertos para famílias interessadas

 

A Prefeitura de Fazenda Rio Grande reabre o credenciamento para o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora. Com o intuito de proteger às crianças e adolescentes em situação de risco e garantir a elas um vínculo familiar temporário, o serviço funciona por meio da secretaria de Assistência Social. A pré-inscrição para famílias interessadas pode ser feita de forma online, de 20 de janeiro a 20 de junho de 2022.

O acolhimento tem caráter provisório e inclui crianças e adolescentes de 0 a 17 anos e 11 meses, que tiveram seus direitos ameaçados ou violados por situação de risco, abandono ou afastamento da família de origem por determinação judicial.

Além disso, é importante lembrar que não se trata de uma adoção, uma vez que o objetivo é que, passada a situação de risco, a criança volte para sua família de origem. Tanto que, entre os requisitos, é necessário não estar habilitado nem em processo de habilitação ou mesmo ter interesse em adotar. 

A ideia é que a criança ou adolescente tenha uma vivência em família e um olhar específico para ela. “Quando a criança está na unidade, ela recebe todos os cuidados, mas não tem sua individualidade, diferente de uma família. A equipe da unidade faz o possível, mas como são muitas crianças, não conseguem atender a cada um em sua individualidade ou dar atenção exclusiva”, explica a coordenadora do serviço, Ana Lilian Senczuk Fonseca.

As famílias interessadas passam por um atendimento psicossocial com a equipe, composta pela coordenadora, a psicóloga Sirlei Silvério, a assistente social Samanta Vasconcelos e a diretora da proteção especial Denise do Rocio Grebos, que dá suporte à equipe no gerenciamento do serviço. Após o atendimento, é enviado um parecer da família ao Poder Judiciário.

Para se cadastrar, é preciso, entre outros requisitos, ser maior de 18 anos, residir em Fazenda Rio Grande há pelo menos um ano, ter a concordância de todas as pessoas da casa quanto à adesão ao serviço e não ser beneficiário de programas sociais. Não há restrições quanto ao sexo ou estado civil.

De acordo com a diretora Denise, até o momento, quatro famílias já receberam algumas crianças e, graças ao trabalho minucioso em selecionar e escolher os perfis adequados, somente resultados positivos foram obtidos. “Nas nossas entrevistas com as crianças, percebemos que elas estão mais empoderadas, mais felizes e com mais autonomia. Até o desempenho na escola melhorou muito”, conta.

A Prefeitura oferece, para arcar com os custos básicos da criança ou adolescente, uma Bolsa Auxílio com valor previsto na Lei Ordinária 1347/2020. Todos os requisitos, obrigações, recursos e demais informações também constam na Lei.

O Serviço faz parte dos serviços da Proteção Especial de alta complexidade do SUAS, norteado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e pelo Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direitos da Criança e Adolescente a Convivência Família e Comunitária.